quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Reinado


“Sabe o que é mais insensato? 
Perder a razão e continuar lúcido,
Querer e não haver meio de poder,
Ter nexo contraditório.

A linha traçada,
Não é a mesma percorrida.
O destino cruel, desvia o fluxo
E invade a mente perturbada 
Daqueles que vivem se perguntando:
Por que?

Ligar os pontos, essencial
Porém torturante.
Entregar-se ao nada
É incerto demais

Não sei lidar,
Não sei dizer: seja
Eu zelo pela certeza
Essa anarquia me devora
Me consome, me mutila!

Quero domar!
Sem selvageria.
O que escapa-me a compreensão
É o que causa a fuga.

A barreira do caus
Se ultrapassada…
Ah, se ultrapassada a barreira do caus…
Céus!

Uma desordem é lançada ao alto,
A guerra está feita,
As tropas em continência.
Os gritos.. sussurrados e desfeitos!

E eu…
Eu me afogo na culpa imposta,
Imposta pelo meu eu que diz:
Tu falhastes.”

Gabriela Camargo

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