“O que faz de você um mero ser?
O ser de apenas existir, outrora o concreto ser.
Se basta apenas caminhar na estrada contínua,
Para que serve os delírios inconstantes?
Ter consciência dos atos
Não significa premeditar todos os resultados.
O mérito é válido, qualquer que seja
Se alcançado é lindo!
Contudo só é válido
Só é válido se for seu
Seu intuito, sua alma, seu tudo,
Ou fim.
Vale mais um final próprio
Em contrapartida a uma glória alheia.
Vontade insana consciente,
A um mero desejo fugaz.
O que é seu te faz ser.
Pensamento emprestado é fraude.
Aonde há ideia, há um plano,
Seu.”
(Gabriela Camargo)
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