Libere os medos.
Sinta.
O crescimento não cria a dor,
O que cria a dor é não se deixar crescer
Extirpar ao invés de podar
Mijar na linda árvore do amor
Ao invés de regá-la com as sagradas lágrimas da auto-redenção
Não se prive de si mesmo
Não faça do movimento natural essa armadura desengonçada
Cheia de passos tão certeiros quanto falsos
Deixe o amor sair que ele vai entrar como um filho pródigo
Que nunca deixou o coração:
Só se tornou invisível pra ser notado.
Você espera tanto por um toque
Sem perceber que as duas mãos se acariciam na oração
Duas peles tão relutantes já unidas
Esperando pelo movimento sagrado da iluminação...
Libere os medos
Em passos incertos mas comoventes
Como os de um bêbado que tenta sorver
O equilíbrio da sua mente.
segunda-feira, 10 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Sal da Alma
...e quando a alma se quebra
É pior que os ossos
A sutura da aura
Depende dos seus olhos
O tempo é um estranho gesso
Nesse pronto-socorro permaneço
Tão pronto quanto inacabado
É sempre incompleto o fardo
Quase toco a cura no ar
Quase materializando o pensar
O melhor jogo da mente
É quando a jogo fora
Minha oração me costura
Há um milagre na bondade
Maior que o regozijo moral
Potência do gosto
Na ausência do sal.
É pior que os ossos
A sutura da aura
Depende dos seus olhos
O tempo é um estranho gesso
Nesse pronto-socorro permaneço
Tão pronto quanto inacabado
É sempre incompleto o fardo
Quase toco a cura no ar
Quase materializando o pensar
O melhor jogo da mente
É quando a jogo fora
Minha oração me costura
Há um milagre na bondade
Maior que o regozijo moral
Potência do gosto
Na ausência do sal.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Em mim
Às vezes fico pensando se escolhi vir assim por motivo de reencarnação...
Sofro muito, a culpa é minha
Às vezes me sinto um aleijado que caminha
Me sinto injusto com minha sorte
E me acalmo na morte
A liberdade está vindo
De um lugar maravilhoso dentro de mim...
Há um buraco negro na minha alma
Tão fantasmagórico quanto púrpuro-claro
Mais misterioso que o raro
Pois povoa meu Universo
Mas me sinto ultimamente tragado por ele
Como Aladim traído pela sua própria lâmpada
Quero ser meu Amo
Mas o Gênio viu seu reflexo no espelho
E enlouqueceu na possibilidade de se ditar
Mas não se pertencer
A coragem está em aceitar o desconhecido
Atrás dos sorrisos e das olheiras
Dos copos virados pra esquecermos as horríveis suturas desfeitas
Nos mais lindos abraços
E o nó nunca será perfeito
O laço sim:
O nó é o que restou de nós
O laço é o que te restou de mim.
Sofro muito, a culpa é minha
Às vezes me sinto um aleijado que caminha
Me sinto injusto com minha sorte
E me acalmo na morte
A liberdade está vindo
De um lugar maravilhoso dentro de mim...
Há um buraco negro na minha alma
Tão fantasmagórico quanto púrpuro-claro
Mais misterioso que o raro
Pois povoa meu Universo
Mas me sinto ultimamente tragado por ele
Como Aladim traído pela sua própria lâmpada
Quero ser meu Amo
Mas o Gênio viu seu reflexo no espelho
E enlouqueceu na possibilidade de se ditar
Mas não se pertencer
A coragem está em aceitar o desconhecido
Atrás dos sorrisos e das olheiras
Dos copos virados pra esquecermos as horríveis suturas desfeitas
Nos mais lindos abraços
E o nó nunca será perfeito
O laço sim:
O nó é o que restou de nós
O laço é o que te restou de mim.
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