Às vezes fico pensando se escolhi vir assim por motivo de reencarnação...
Sofro muito, a culpa é minha
Às vezes me sinto um aleijado que caminha
Me sinto injusto com minha sorte
E me acalmo na morte
A liberdade está vindo
De um lugar maravilhoso dentro de mim...
Há um buraco negro na minha alma
Tão fantasmagórico quanto púrpuro-claro
Mais misterioso que o raro
Pois povoa meu Universo
Mas me sinto ultimamente tragado por ele
Como Aladim traído pela sua própria lâmpada
Quero ser meu Amo
Mas o Gênio viu seu reflexo no espelho
E enlouqueceu na possibilidade de se ditar
Mas não se pertencer
A coragem está em aceitar o desconhecido
Atrás dos sorrisos e das olheiras
Dos copos virados pra esquecermos as horríveis suturas desfeitas
Nos mais lindos abraços
E o nó nunca será perfeito
O laço sim:
O nó é o que restou de nós
O laço é o que te restou de mim.
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