“Em um bosque de pedras, muito além dos muros,
Eu me reencontro, satisfaço toda inanição,
Abandono esse mundo vasto, maldição!
Mentalmente eu vivo novamente,
Chego a travessia desenfreante !
É hora de cruzar a ponte criança
No meio do caminho um tremor pulsante:
“É o coração que bate acelerado.”
Diz um sussurro constante.
O desfoque do destino da travessia
Enlouquece verdadeiramente o eu que se vai
A partida de uma das faces de um ser múltiplo!
Caminho duvidoso, bipolar!
Ora virtuoso, ora depressivo
Confusão agoniante de um caráter ainda não firmado!
Abandone suas vestes surradas, é preciso.
Uma de suas faces se vai
Mas, apesar de várias delas
Nunca deixamos de ser quem somos.
A essência é pura,
Imundo são as ideias inexatas de um lugar vazio.
Encontre-se em meio ao nada
E seja, e seja como és!
O guia é o vento
O vento leva o tempo
E o desconhecido de uma imagem turva,
Se resplandece radiante.
Seja como for, tudo é como tem que ser. ”
Gabriela Camargo
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